MARCO COMEMORATIVO EM SEUS 225 ANOS
Falar de Giovanni Maria de Agostini é falar da própria alma da Lapa e da nossa identidade profunda. Este ano, ao marcarmos os 225 anos do nascimento daquele que o povo imortalizou como o primeiro Monge João Maria, não estamos apenas resgatando uma data no calendário — estamos celebrando um patrimônio vivo de fé, história e devoção que conecta a nossa terra ao mundo.
Tudo começou em 11 de julho de 1801, na comuna de Sizzano, localizada na província de Novara (região do Piemonte, Itália).
Filho de agricultores simples — Mattia de Agostini e Domenica Monfrini —, o pequeno Giovanni foi batizado na pia que até hoje resiste ao tempo na igreja paroquial daquela localidade. Ali nascia o homem; mas a sua vocação o transformaria em uma lenda sem fronteiras. Inspirado pela austeridade e pelo desapego de Santo Antão, ele vestiu o hábito da penitência e partiu. Andou pela Itália, percorreu os caminhos sagrados da Espanha e cruzou o oceano para abraçar as Três Américas.
De passagem pelos Andes, pela Amazônia, pelo México e pelos Estados Unidos, o monge encontrou no Sul do Brasil — e de modo inesquecível na nossa Lapa — o seu altar mais sincero. Em 1845, quando pisou em nosso solo, oficiou na Matriz e fez do nosso paredão de pedra, a hoje abençoada Gruta do Monge, o seu refúgio de oração e cura. Ele nos deixou o remédio das ervas, a bênção das águas puras, a palavra de paz e um legado de acolhimento aos mais humildes que atravessou séculos.
Por isso, defender e comemorar esta efeméride ainda este ano é um dever de gratidão e de orgulho lapeano. Celebrar João Maria é honrar a nossa ancestralidade, valorizar o nosso turismo cultural e religioso, também manter acesa a chama de uma fé que nos une e nos projeta para o mundo. O Monge de Sizzano é da Lapa, é das Américas — e a sua memória continua mais viva do que nunca em nossos corações.
Matéria por: Marcio Anis Mattar Assad, devoto dos Monges João Maria.

