NATIVAS DA FLORA REGIONAL

Lapa terá microreserva inédita de espécies nativas voltada à educação ambiental
Uma iniciativa pioneira na Lapa promete criar um modelo diferenciado de preservação da biodiversidade no Paraná. O Espaço de Fé São João Maria, localizado na Vila Gruta do Monge, está realizando os estudos preliminares para a implantação de uma microreserva particular de espécies nativas.

O local, voltado à oração, contemplação e à preservação dos ensinamentos dos Monges — que já promoviam a conscientização e o respeito à natureza —, integrará a fé à conservação ambiental. A ideia de criar o espaço surgiu durante os estudos de especialização em Direito Ambiental do proprietário, Márcio Assad.

Pequeno Território, Grande Biodiversidade
Apesar de se tratar de uma área reduzida, o local é ambientalmente riquíssimo e concentra expressiva relevância ecológica.

Os levantamentos iniciais já identificaram diversas espécies nativas na propriedade, composta por valiosos remanescentes da Mata Atlântica e por áreas de floresta que passaram por processos exclusivamente naturais de regeneração.

O objetivo central do projeto é disponibilizar essa riqueza natural como um polo de educação ambiental, promovendo estudos ecológicos e a conscientização sobre a flora e a fauna regionais.
Manejo Ecológico e Controle de Exóticas Invasoras.

Entre as ações prioritárias dos estudos iniciais está a erradicação de uma pequena área ocupada por espécies exóticas invasoras, com foco no Pinus elliottii. Paralelamente à remoção, será implementado um programa intensivo de replantio com espécimes nativos da região.

Na avaliação de Assad, o controle e a retirada do pinus e do eucalipto deveriam ser adotados como uma política contínua e integrada em todas as propriedades da Vila Gruta do Monge, estendendo-se também ao próprio Parque Estadual do Monge, visando à proteção contínua do ecossistema local.

Modelo Autônomo de Preservação
Por se tratar de uma iniciativa de conservação voluntária em propriedade privada voltada ao uso pedagógico e comunitário, a destinação da área ocorre por ato de vontade própria do proprietário. O projeto não depende da homologação ou do trâmite de órgãos ambientais governamentais para entrar em operação imediata, o que garante total agilidade na implementação das atividades educativas e nas ações ambientais